O Coração da Esfinge

Título: O Coração da Esfinge.

Série: Deuses do Egito.

Autora: Colleen Houck.

Editora: Arqueiro.

Páginas: 368.

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Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.

Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.

Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.

Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.

O Coração da Esfinge começa exatamente do ponto em que O Despertar do Príncipe terminou. Amon, ao entregar o Escaravelho para Lily, não tinha como entrar no lugar certo do reino dos mortos, pois o objeto representava o seu coração, sendo assim, ele não poderia cumprir a sua tarefa com os irmãos, como guardião do reino dos mortos. Por causa do Escaravelho, Lily e Amon mantiveram uma forte ligação, onde eles podiam se visitar durante os sonhos e ela pôde ver o quanto ele estava sofrendo.

Devido ao inconsequente ato de Amon, Anúbis veio perturbar o sono de Lilliana Young, dizendo que ela precisava ir no mundo dos mortos buscar Amon no mundo dos mortos e para isso, deveria virar uma Esfinge. É aqui que a treta começa. Toda feliz, Lily vai, encontra o Sr. Hassan, topa com a deusa Ísis, recebe uns presentinhos e por fim, se torna Esfinge, agora tendo que dividir a mente e o corpo com Tia, a leoa.

Tudo pronto? Vamos salvar o “quase-rei/não-faraó”? Sim, mas antes vamos passar em Heliópolis, a bela cidade onde moram os deuses Amon Rá e Hórus. Por causa do Escaravelho que Lilly/Tia carrega, todos os seres estão sujeitos a se apaixonarem por ela, o que torna tudo mais interessante. Hórus é um deus bem mulherengo e sob o efeito do Coração, faz de tudo para que Lily fique em Heliópolis com ele. Ela também precisa resistir aos encantos do deus e de muitos outros que passam em seu caminho, afinal, é um livro, e neles os homens são perfeitos demais.

Já estamos na metade do livro quando Lily finalmente encontra Ahmose a Asten e segue para a “sala de julgamentos”, a fim de encontrar Meet, Néftis, Osíris e Anúbis e enfim entrar no além, onde Amon está, tentando fugir da Devoradora, aquela que vai sugar a alma dele, levando-o para a segunda e definitiva morte, anulando de vez as chances de derrotar Anúbis.

É em O Coração da Esfinge que conhecemos um pouco mais dos irmãos, principalmente Asten, já que Lily acaba se aproximando mais dele. Ele tem uma história bastante triste e complicada, que nos faz ter vontade de entrar no livro e dar um abraço nele, mas olha, na hora em que descobrimos algumas coisas sobre ele, é drama que dá e sobra, Colleen se superou aqui, meus amigos. Aproveitando que toquei no assunto “Asten” preciso mencionar que, assim como em O Resgate do Tigre, aqui nós começamos a shippar a mocinha com o irmão do verdadeiro namorado dela, mas, de verdade, eu acho que no fundo estou torcendo mais para Astenly do que para Amonly – sim, eu acabei de criar o nome dos shippers -, mesmo sabendo que isso está acontecendo por causa da Tia.

Sobre o fato da Lily dividir corpo e mente com alguém: AMEI! Num primeiro momento fiquei curiosa em como ficaria isso, mas a Colleen fez tudo ficar maravilhoso. O fato das duas terem falas e conversarem entre si, tornou as coisas bem mais tranquilas e engraçadas, já que Lily precisa explicar para Tia coisas sobre os humanos. Com o desenrolar dos fatos, começamos a entender mais quando Tia está no lugar de Lily, mas chegando no final acontece uma mudança gigante no enredo e toda essa nossa percepção vai por água baixo.

Em suma, o livro é nada menos do que ótimo, como esperado da Colleen. A dupla personalidade de Lilliana é um ponto fortíssimo e o único ponto fraco, para mim, foi a enrolação, afinal, já passamos da metade do livro quando a ação começa de verdade. Outra coisa maravilhosa é, claro, o capricho da Arqueiro, com a ótima tradução e arte.

Indico não só este, mas todos os livros da Colleen Houck para quem gosta de mergulhar de cabeça numa boa aventura com romance e muita mitologia.

“O Coração de quem faz o mal é pesado.”

May the Force be with you. That’s all, Folks!

Uma resposta para O Coração da Esfinge

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A Autora

Prazer, Bianca “Bia” Caroline, tenho 22 anos, sou Carioca e estudante de Biblioteconomia (e jornalismo nas horas vagas). Por aqui vocês vão ver algumas resenhas e dicas de coisas que eu gosto, como filmes, séries, livros, música e um pouquinho sobre mim, além de alguns posts especiais feitos com muito amor para todos os públicos.

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